terça-feira, 20 de março de 2012

A ferramenta de Roger Federer.

Ele mesmo, o dono de 16 Grand Slams, um ícone do tênis mundial de todos os tempos. O melhor tenista de 2012 até os dias atuais, Federer já venceu 39 de suas últimas 41 partidas, já igualou o recorde de Rafael Nadal de Masters 1000 de 19 títulos, atingindo um total de 73 títulos na carreira (rogerfederer.com, 2012).

Bem, Roger Federer atualmente usa a Wilson BLX Pro Staff 90 (branca/vermelha), diga-se de passagem com características muito semelhantes a versão anterior - Wilson BLX 6.1 90, todavia, o que se esconde por de trás da pintura da atual raquete é a jogada de marketing da sua patrocinadora Wilson, qual exigiu a "maquiagem" na sua Wilson BLX 6.1 90 por uma questão estratégica de venda, compreensível! É isso mesmo, ele ainda esta jogando com a raquete do ano passado.

A Wilson BLX 6.1 (six one) 90, é uma raquete de extrema precisão, perfil fino (17.5 mm), cabeça pequena 90", são características que reduzem a velocidade da bola e ampliam a precisão dos golpes. Seu peso, encordoada e com overgrip chega a 364g (foto abaixo). O peso relevante é extremamente importante para que os profissionais consigam estabilidade para devoluções de saques acima dos 200 km/h. Sendo importante também para gerar potência com precisão na execução de winners a 150 km/h.






Vamos a outro fator "surpresa", qual a diferença da raquete utilizada por Roger Federer das vendidas nas lojas? As raquetes utilizadas por ele são customizadas pela "P1" - Priority 1 (reparem no sacos plástico que envolve suas raquetes, com logo "P1"). Priority One, é uma empresa de customização de raquetes, que as prepara de acordo com as especificações exigidas de seus clientes, incluindo encordoamentos especialmente elaborados. Lá elas são preparadas desde o leather grip até encordoamentos hibridos. Implementa-as chumbo na cabeça (abaixo do protetor de cabeça) para atingir as especificações customizadas de cada cliente, respeitando o equilíbrio e o swingweight exigidos por ele.


Como podem ver na imagem, as raquetes são customizadas retirando os passadores para o processo de adição do chumbo. Nos torneios, RF usa um encordoamento muito utilizado ultimamente tanto por profissionais como amadores, tripa natural na verticais e poliéster nas horizontais. A tripa auxilia obter melhor sensibilidade da bola, atingindo mais spin e conforto nos golpes. O poliéster na horizontal aumenta o controle, e permite que a tripa natural deslize, auxiliando ainda mais no spin. Um dos problemas - não para Federer é claro, é o altíssimo valor e sua baixa durabilidade, estourando com facilidade.

Bom galera, espero ter esclarecido algumas dúvidas. E para você que não tem uma Wilson BLX 6.1 90", nem a versão mais nova, não importa, continuem em busca de melhorarem seu jogo, seja com uma Master ou Donnay de madeira. Até a próxima.


Para maiores esclarecimento, segue referências:

http://espn.go.com/tennis/blog/_/name/bodo_peter

http://www.p1tennis.com/services/

http://www.rogerfederer.com/en/tennis

http://www.equipamentodetenis.com.br/p/raquetes-dos-profissionais.html

http://www.wilson.com/es-es/tennis/rackets/782474/





domingo, 15 de janeiro de 2012

Um olhar prático no "cabo" da raquete

Olá amigos, após um tempo estou escrevendo novamente. Hoje falarei um pouco sobre um aspecto simples, porém, fundamental. Sobre uma importante área da raquete, justamente a que une o corpo ao principal item do tenista: a raquete. Trata-se obviamente do cabo. Bem, como quase todo artigo esportivo, o cabo possui algumas características distintas, resultando em diferentes sensações durante os golpes (batidas). Embora esse assunto proporciona uma polemica amistosa, dividindo opiniões entre os tenistas amadores. Pois, enquanto alguns se importam muito, outros, meramente ignoram saber.

Para a compreensão, necessita-se inicialmente conhecer a espessura e o formato do cabo. Para os menos entendidos, por mais que os formatos dos cabos se assemelhem muito, de marca para marca, sempre há alguma alteração – por menor que seja, não só no cabo, como também no “copinho” (pequeno relevo que finaliza o cabo), item esse que altera conforme o fabricante. Este é um dos aspectos técnicos, que em muitas vezes (mesmo que inconscientemente) faz que um tenista só consiga jogar com raquetes fabricadas por determinada marca. Enfatizando que, não é que uma marca seja melhor ou pior, a questão é: apenas são diferentes.

Um aspecto crucial, qual o tenista deve se atentar é a espessura do cabo, pois, faz muita diferença quanto à sensibilidade dos golpes. Embora seja algo bem peculiar, via de regra, não recomenda-se usar cabo mais fino ou grosso em relação ao tamanho da mão. O uso permanente do cabo incompatível pode provocar desconforto, prejudicar o desempenho do tenista em momentos que se faz necessário o máximo de sensibilidade com a raquete, e até, lesões no pulso e cotovelo.

Orientação: Na hora de trocar ou adquirir uma raquete, procure sempre uma orientação de profissionais especializados. Eles irão te auxiliar a escolha do tamanho do cabo adequado a sua mão. Em nível nacional, a maioria dos modelos de raquetes comercializadas dividi-se em 3 tamanhos de cabo: L2 (4:1/4), fino; L3 (4:3/8) médio; L4 (4:1/2), grosso. Havendo outras espessuras disponíveis para atender as características dos mais diversos tenistas.

Os materiais utilizado no cabo da raquete mais comum são os renomados grips: cushion e over grip.

Cushion grip: Teoricamente o material obrigatório, o qual já vem colocado em toda nova raquete. É produzido visando várias prioridades distintas, como aderência, absorção de umidade, conforto, etc. Geralmente, são produzidos com materiais sintéticos, entretanto, existe ainda cushion grips produzidos em couro. As fabricantes tem várias classes de cushion grips para atender diversas necessidades. Os valores comercializados dos cushion vão de 15 à 25 reais os sintéticos; e de 45 a 70 reais os de couro – valores unitários.

Over grip: São grips finos em relação os cushion, podem ser colocados acima do cushion, embora, devido à particularidade, alguns tenistas (incluindo os profissionais) usarem apenas um ou dois over grip, tirando o cushion, com intuito de maximizar a sensibilidade com o cabo. Logo, como conseqüência, diminui o conforto e maciez. Por existir over grip altamente absorventes, são muito utilizados por tenistas que transpiram muito, ou mesmo os que querem proteger o cushion. Ressalta-se que, teoricamente, um over grip não deve alterar a espessura do cabo, logo, devem ser colocados de forma correta. Para os menos esclarecidos, “tourna” grip, é apenas uma marca de over grip, não se engane.