domingo, 15 de janeiro de 2012

Um olhar prático no "cabo" da raquete

Olá amigos, após um tempo estou escrevendo novamente. Hoje falarei um pouco sobre um aspecto simples, porém, fundamental. Sobre uma importante área da raquete, justamente a que une o corpo ao principal item do tenista: a raquete. Trata-se obviamente do cabo. Bem, como quase todo artigo esportivo, o cabo possui algumas características distintas, resultando em diferentes sensações durante os golpes (batidas). Embora esse assunto proporciona uma polemica amistosa, dividindo opiniões entre os tenistas amadores. Pois, enquanto alguns se importam muito, outros, meramente ignoram saber.

Para a compreensão, necessita-se inicialmente conhecer a espessura e o formato do cabo. Para os menos entendidos, por mais que os formatos dos cabos se assemelhem muito, de marca para marca, sempre há alguma alteração – por menor que seja, não só no cabo, como também no “copinho” (pequeno relevo que finaliza o cabo), item esse que altera conforme o fabricante. Este é um dos aspectos técnicos, que em muitas vezes (mesmo que inconscientemente) faz que um tenista só consiga jogar com raquetes fabricadas por determinada marca. Enfatizando que, não é que uma marca seja melhor ou pior, a questão é: apenas são diferentes.

Um aspecto crucial, qual o tenista deve se atentar é a espessura do cabo, pois, faz muita diferença quanto à sensibilidade dos golpes. Embora seja algo bem peculiar, via de regra, não recomenda-se usar cabo mais fino ou grosso em relação ao tamanho da mão. O uso permanente do cabo incompatível pode provocar desconforto, prejudicar o desempenho do tenista em momentos que se faz necessário o máximo de sensibilidade com a raquete, e até, lesões no pulso e cotovelo.

Orientação: Na hora de trocar ou adquirir uma raquete, procure sempre uma orientação de profissionais especializados. Eles irão te auxiliar a escolha do tamanho do cabo adequado a sua mão. Em nível nacional, a maioria dos modelos de raquetes comercializadas dividi-se em 3 tamanhos de cabo: L2 (4:1/4), fino; L3 (4:3/8) médio; L4 (4:1/2), grosso. Havendo outras espessuras disponíveis para atender as características dos mais diversos tenistas.

Os materiais utilizado no cabo da raquete mais comum são os renomados grips: cushion e over grip.

Cushion grip: Teoricamente o material obrigatório, o qual já vem colocado em toda nova raquete. É produzido visando várias prioridades distintas, como aderência, absorção de umidade, conforto, etc. Geralmente, são produzidos com materiais sintéticos, entretanto, existe ainda cushion grips produzidos em couro. As fabricantes tem várias classes de cushion grips para atender diversas necessidades. Os valores comercializados dos cushion vão de 15 à 25 reais os sintéticos; e de 45 a 70 reais os de couro – valores unitários.

Over grip: São grips finos em relação os cushion, podem ser colocados acima do cushion, embora, devido à particularidade, alguns tenistas (incluindo os profissionais) usarem apenas um ou dois over grip, tirando o cushion, com intuito de maximizar a sensibilidade com o cabo. Logo, como conseqüência, diminui o conforto e maciez. Por existir over grip altamente absorventes, são muito utilizados por tenistas que transpiram muito, ou mesmo os que querem proteger o cushion. Ressalta-se que, teoricamente, um over grip não deve alterar a espessura do cabo, logo, devem ser colocados de forma correta. Para os menos esclarecidos, “tourna” grip, é apenas uma marca de over grip, não se engane.